:: Os quatro pilares da educação ::
( Fonte: Wikipédia
)
Aprender a conhecer
Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos
“instrumentos do conhecimento”. Debruça-se
sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução,
memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência.
Contudo, deve existir a preocupação de despertar
no estudante, não só estes processos em si, como
o desejo de os desenvolver, a vontade de aprender, de querer saber
mais e melhor. O ideal será sempre que a educação
seja encarada, não apenas como um meio para um fim mas
também como um fim per si. Esta motivação
pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis
às necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes,
capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras
das matérias em estudos e facilitadoras da retenção
e compreensão das mesmas.
Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a
capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver
as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam
construir as suas próprias opiniões e o seu próprio
pensamento crítico.
Em vista a este objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas
do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque,
se é importante ensinar o “espírito”
e método científicos ao estudante, não é
menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição,
de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões
e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.
Aprender a fazer
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as
bases teóricas, o aprender a fazer refere-se essencialmente
à formação técnico-profissional do
educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática,
os seus conhecimentos teóricos. Actualmente existe outro
ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à
comunicação. É essencial que cada indivíduo
saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação
mas também interpretar e seleccionar as torrentes de informação,
muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados
diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas
próprias opiniões mediante novos factos e informações.
Aprender a viver com os outros
Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios
para os educadores pois actua no campo das atitudes e valores.
Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às
rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação
como veículo de paz, tolerância e compreensão;
mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas
avança uma proposta faseada em dois princípios:
primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois,
sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento
real e profundo da diversidade humana combate directamente este
“desconhecido”. Depois e sempre, a participação
em projectos comuns que surge como veículo preferencial
na diluição de atritos e na descoberta de pontos
comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana,
constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar
o semelhante.
Aprender a ser
Este tipo de aprendizagem depende directamente dos outros três.
Considera-se que a Educação deve ter como finalidade
o desenvolvimento total do indivíduo “espírito
e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade
pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros,
fala-se aqui da educação de valores e atitudes,
mas já não direccionados para a vida em sociedade
em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autónomos, intelectualmente
activos e independentes, capazes de estabelecer relações
interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente,
de intervirem de forma consciente e proactiva na sociedade.